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Quando fores mais velho vais começar a valorizar muito mais o silêncio e a solidão

Quando fores mais velho, vais começar a valorizar muito mais o silêncio e a solidão!

Foi assim, com estas palavras, que o meu amigo terminou a conversa que estávamos a ter enquanto tomávamos um café em sua casa:

– Quando fores mais velho, vais começar a valorizar muito mais o silêncio e a solidão!

Confesso que não percebi o que ele estava a tentar dizer-me como aquela frase tão filosófica… parecia-me pouco provável que algum dia eu viesse a valorizar o silêncio e a solidão tal como ele estava a defender.

Naquela altura, eu parecia uma “barata tonta”. Andava sempre a correr, de um lado para o outro, estava constantemente rodeado de pessoas, tinha dezenas de coisas para fazer desde que me levantava até ao momento em que caía na cama, completamente de rastos…

Ele tem mais 10 anos de idade do que eu e, curiosamente, no momento em que estou a escrever este capítulo tenho a idade que ele tinha naquela altura.

De facto, agora percebo o que ele me tentava transmitir! Eu vivia o dia-a-dia rodeado de tanta estimulação sensorial, em modo de “apaga fogos”, em função das prioridades dos outros… vivia mesmo como uma “barata tonta” e, só ao fim de alguns anos é que me apercebi que isso, não só não me fazia feliz como estava a destruir a minha saúde física e mental.

É incrível como há conselhos que não surtiram qualquer efeito em mim quando chegaram na altura errada. Independentemente de ter sido um conselho de um amigo ou algo que lesse num livro, naquela altura eu não me encontrava recetivo para perceber aquelas palavras.

Ele tentou fazer-me perceber que o estilo de trabalho que eu estava a seguir iria destruir muita coisa na minha vida familiar (e na minha saúde) e que, se continuasse a viver daquela forma, não acreditava que eu fosse alcançar o sucesso que tanto desejava a nível pessoal e a nível profissional.

Acredito que possas estar a ler estas palavras e que as mesmas só venham a fazer sentido para ti daqui a 10 anos, mas isso não me interessa nada… já percebi que não vale a pena tentar convencer ninguém seja do que for quando essa pessoa não está recetiva.

Eu próprio tive de viver e trabalhar de forma caótica até atingir um estado de exaustão extrema que me levasse a questionar tudo o que andava a fazer neste mundo.

Este artigo é um excerto do livroa Ave Rara II… do caos e das dívidas a um estilo de vida livre!” e integra a série de episódiosTrabalhar 4 horas/dia“.

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