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Neste episódio do podcast “a Ave Rara”, recebi o Rômulo e a Verônica, um casal brasileiro que vive em Portugal e que conheci de uma forma pouco provável: entre conversas de ginásio e sessões de sauna.
Mas esta conversa rapidamente deixou de ser apenas sobre empreendedorismo.
Falámos sobre família, emigração, empresas que fecharam, recomeços, parentalidade e, sobretudo, sobre um problema que muitos pais talvez ainda não tenham percebido: o perigo escondido em algumas apps de ciclo menstrual quando são usadas por crianças e adolescentes.
Tudo começou quando a filha mais velha, a Sofia, conhecida em casa como “Sosô”, começou a dar sinais de puberdade precoce aos 8 anos e teve a primeira menstruação pouco depois dos 10.
Quando procuraram uma app simples para a ajudar a acompanhar o ciclo menstrual, descobriram que muitas das soluções disponíveis estavam pensadas para mulheres adultas, com conteúdos sobre sexualidade, fóruns, chats, publicidade e temas totalmente desadequados para meninas de 9, 10 ou 11 anos.
Foi dessa preocupação familiar que nasceu a Sosô app, uma aplicação criada para ajudar crianças e adolescentes a acompanhar o ciclo menstrual de forma segura, simples, privada e com uma linguagem adequada à sua idade.
Uma conversa importante sobre tecnologia, saúde feminina, educação, privacidade, comunicação entre pais e filhos, e sobre como uma dor familiar se pode transformar numa solução para muitas outras famílias.
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