O crash que todos esperavam afinal ja aconteceu

O crash que todos esperavam (na Bolsa) afinal já aconteceu!

Todos os anos há alguém a anunciar o fim do mundo financeiro…

Desta vez é que é, vem aí o maior crash de sempre.

O mercado vai cair 50%.

As ações estão demasiado caras.

A recessão está aí à porta.

Os juros estão elevados, a inflação vai voltar a disparar.

A guerra vai rebentar com tudo.

O petróleo vai destruir os lucros das empresas.

A Reserva Federal vai falhar.

A China vai implodir.

Os Estados Unidos vão entrar em colapso.

A ladaínha é sempre a mesma.

E, no meio deste coro de profetas da desgraça, há milhares de investidores sentados em dinheiro, à espera da “grande oportunidade”.

Estão há anos com a espingarda carregada, deitados na relva, vestidos de sniper financeiro, com as “balas” prontas para disparar.

O problema é que a presa já passou várias vezes.

Passou em 2020, passou em 2022, voltou a passar noutras correções mais rápidas (em 2025 e em 2026).

Algumas até pararam à frente deles, abanaram o rabo, fizeram uma vénia e seguiram caminho, mas esses investidores continuaram à espera do crash perfeito.

Foi precisamente esta a ideia central que me chamou a atenção no novo vídeo do Adam Khoo.

Há muita gente a dizer que está à espera da próxima grande queda para começar a investir, mas a verdade é que as grandes quedas já aconteceram várias vezes nos últimos anos.

O problema é que muitos investidores só reconhecem um crash quando ele já passou, quando os preços já recuperaram e quando o comboio já saiu da estação com a bagagem, com o maquinista e com a tua sogra pendurada na última carruagem.

No vídeo, o Adam Khoo começa por recordar algo que parece básico, mas que demasiadas pessoas esquecem: as ações são participações em empresas. Não são apenas linhas verdes e vermelhas num gráfico, não são palpites de casino, nem são cartas de tarot financeiro.

Quando compras ações de uma excelente empresa, estás a comprar uma pequena parte de um negócio real.

E, se esse negócio vender mais, lucrar mais, gerar mais caixa e fortalecer as suas vantagens competitivas, é natural que, ao longo do tempo, valha mais.

É por isso que os mercados podem continuar a subir mesmo quando as notícias parecem escritas por um argumentista deprimido.

Há guerra? Sim.

Há inflação? Sim.

Há juros altos? Sim.

Há políticos a dizer parvoíces? Sim e isso já nem conta como evento extraordinário, mas se as empresas continuam a aumentar lucros, a melhorar margens e a gerar fluxos de caixa, o mercado pode continuar a subir apesar do ruído.

No vídeo, o Adam Khoo refere precisamente que a recente recuperação do mercado norte-americano esteve muito associada ao crescimento dos lucros das empresas do índice S&P 500, que terão surpreendido positivamente face às expectativas dos analistas.

O investidor que espera pelo crash perfeito pode acabar por perder o comboio

Muitos investidores cometem um erro silencioso, mas devastador: confundem prudência com paralisia.

Dizem que estão a ser cautelosos, mas na verdade estão apenas com medo. Dizem que querem esperar por melhores preços, mas quando os preços caem entram em pânico e dizem que ainda vão cair mais.

Depois, quando os preços recuperam, dizem que já está tudo demasiado caro. Este tipo de investidor passa a vida com o dinheiro parado, a olhar para o mercado como quem olha para o mar e espera pela onda perfeita. Só que, enquanto espera, envelhece, a inflação corrói-lhe o poder de compra e as empresas excelentes continuam a crescer.

No meu livro BOLSA – dúvidas reais, respostas sem rodeios, explico várias vezes que o dinheiro parado também acarreta risco.

Muitas pessoas acham que 1000 euros parados no banco continuarão a ser 1000 euros daqui a 20 anos.

Em termos nominais, até pode ser verdade, mas em termos reais, ou seja, ao nível do poder de compra, esses 1000 euros poderão valer muito menos.

A inflação é aquele ratinho financeiro que entra de mansinho na despensa e vai roendo o queijo sem fazer barulho.

Quando dás por ela, ainda tens o prato, mas já não tens jantar.

No livro, abordo precisamente essa ideia no capítulo “O dinheiro desvaloriza!? Como assim?”, onde explico que o dinheiro guardado pode manter o mesmo valor aparente, mas perder capacidade de compra ao longo do tempo.

É por isso que ficar eternamente com o dinheiro à espera do momento perfeito pode ser tão perigoso.

Claro que é importante ter um fundo de emergência, é importante não investir dinheiro que poderás necessitar a curto prazo… e claro que não faz sentido pegar em todas as poupanças e atirá-las para a Bolsa como quem lança confettis no casamento da prima de França, mas uma coisa é ter liquidez de forma estratégica, outra coisa é usar o medo como desculpa para nunca começar.

O mercado não toca uma campainha a avisar:

Atenção, caro investidor, o fundo foi atingido às 17h47, pode comprar agora com tranquilidade.

Infelizmente, a Bolsa não funciona como o micro-ondas, não apita quando está tudo pronto.

Quando os preços caem a sério, as notícias estão horríveis, as redes sociais parecem um funeral com Wi-Fi, toda a gente te diz que ainda vai piorar… e é nesse ambiente que surgem muitas das melhores oportunidades… mas é também nesse ambiente que a maioria das pessoas fica completamente paralisada!

O risco de estar investido e o risco de não estar investido

Num vídeo recente, o Adam Khoo toca num ponto que considero fundamental: existem dois tipos de risco.

O primeiro é o risco de estar investido. Esse é o risco de veres o teu portefólio cair 10%, 20%, 30% (ou mais) durante uma correção ou bear market.

É o risco visível, dói, aparece no ecrã da corretora, dá suores frios, faz o investidor inexperiente abrir a aplicação da corretora 47 vezes por dia… como se olhar para a desgraça fizesse o preço recuperar mais depressa!

Contudo existe igualmente outro risco, menos visível e muitas vezes mais perigoso: o risco de não estar investido. Este risco não aparece numa linha vermelha na tua corretora.

Não recebes uma notificação a dizer:

Parabéns, acabaste de perder 10 anos de juros compostos porque tiveste medo.

Não há gráfico dramático, não há velas vermelhas, não há manchete no jornal, apenas vais ficando para trás, ano após ano, enquanto as boas empresas continuam a crescer, os dividendos continuam a ser pagos, os lucros continuam a aumentar e o teu dinheiro parado continua a fazer-te perder poder de compra.

Este segundo risco é especialmente perigoso porque parece confortável… é verdade, o dinheiro parado dá uma falsa sensação de segurança.

Olhas para a conta e o valor está lá, mas o que interessa não é apenas quanto dinheiro tens, interessa o que esse dinheiro consegue comprar.

Se tens o mesmo dinheiro, mas tudo à tua volta está muito mais caro, estás mais pobre sem teres recebido uma única má notícia no telemóvel.

É uma espécie de assalto sem ladrão visível.

No meu livro, quando falo da importância dos juros compostos, tento precisamente mostrar que o tempo é um dos maiores aliados do investidor.

Quanto mais cedo começares a investir de forma disciplinada, maior é a probabilidade de beneficiares do efeito exponencial da valorização ao longo dos anos.

Isso não exige adivinhar o próximo crash, exige método, paciência e capacidade de continuares no “jogo” quando a multidão está a perder a cabeça.

Os profetas da desgraça vendem medo porque o medo dá audiências

Há um detalhe curioso: prever crashes traz muito mais atenção do que defender uma estratégia aborrecida de investimento disciplinado.

Imagina estes dois títulos:

Investe todos os meses, mantém-te fiel a excelentes empresas e deixa os juros compostos trabalhar durante décadas.

O MAIOR CRASH DA HISTÓRIA ESTÁ A CHEGAR E VAI DESTRUIR A TUA VIDA!

Qual deles achas que receberá mais cliques?

Pois, claro… o segundo entra-nos pelos olhos dentro como um javali a proteger as crias.

O problema é que muitos desses profetas da desgraça anunciam o fim do mundo todos os anos.

Eventualmente, um dia acertam.

Já reparaste que até um relógio avariado está certo duas vezes por dia?

Contudo, pensa comigo: se alguém te disser todos os anos que o mercado vai colapsar, essa pessoa não é necessariamente visionária, pode ser apenas persistente no disparate!

Isto não significa que os mercados não caiam.

Caem… e caem muitas vezes.

Os mercados acionistas são extremamente voláteis… mas a volatilidade faz parte do “jogo”!

Quem investe em ações de empresas e espera uma viagem tranquila talvez esteja a confundir a Bolsa com uma tarde de crochet com a avó Brízida.

A volatilidade é o preço de entrada para quem quer beneficiar do crescimento das melhores empresas do mundo.

No meu livro, explico que a volatilidade pode ser uma montanha-russa emocional, mas que só se transforma numa tragédia se o investidor saltar da carruagem a meio da descida.

A questão não é saber se o mercado um dia vai cair.

Digo-te já: vai cair.

A questão mais importante é saber se tens uma estratégia para lidar com essas quedas… porque, se não tens estratégia, vais acabar por reagir com base em emoções… e investir guiado por emoções costuma dar mau resultado porque leva à fórmula clássica do fracasso financeiro: comprar caro, vender barato e depois culpar o mercado, a corretora, o vizinho, o Youtube ou a meteorologia.

Recomendo que vejas o vídeo do Adam Khoo que serviu de inspiração para esta reflexão.

Ele desenvolve esta ideia de forma muito clara: muitos investidores estão à espera de um grande crash, mas ignoram que já tivemos várias quedas relevantes nos últimos anos.

O vídeo também explica porque é que, no mercado atual, algumas correções podem ser muito mais rápidas do que no passado, devido à velocidade da informação, à intervenção dos bancos centrais e ao peso crescente da negociação algorítmica.

Hoje os crashes podem ser mais rápidos, mas o medo continua igual

Uma das ideias interessantes exploradas no vídeo anterior é que a estrutura do mercado atual é muito diferente da estrutura do mercado de há décadas.

No passado, a informação circulava lentamente. Hoje, uma notícia atravessa o planeta em apenas alguns segundos.

Uma declaração de um banco central, um conflito geopolítico, um dado de inflação ou uma publicação nas redes sociais pode gerar movimentos violentos quase instantaneamente.

E, para apimentar o cozido, temos ainda algoritmos e sistemas de negociação de alta frequência a comprar e a vender em milésimos de segundo.

Isto ajuda a explicar porque é que algumas quedas recentes foram rápidas e as recuperações foram ainda mais rápidas. Durante a crise da Covid-19, por exemplo, o mercado caiu violentamente, mas também recuperou com uma velocidade que deixou muitos investidores à espera na estação… contudo, o comboio não voltou.

Em 2022, tivemos novo bear market. Noutras correções recentes, os preços também caíram e recuperaram muito rapidamente.

Muitos investidores olham para esses episódios e dizem:

Isso não contou, foi demasiado rápido.

É uma frase curiosa. Queriam um crash com certificado de autenticidade, banda sonora triste (em Ré menor) e carimbo do notário… mas não te esqueças: a Bolsa não deve nada aos nossos desejos.

O mercado não tem obrigação de cair durante o tempo suficiente para que todos ganhem coragem de entrar. Muitas vezes, quando o investidor finalmente se sente confortável para comprar ações, os preços já recuperaram grande parte da queda.

E depois, lá volta ele a dizer que vai esperar pela próxima oportunidade… e assim se passam anos, assim se perde o efeito dos juros compostos, assim se troca a possibilidade de liberdade financeira por uma coleção de desculpas bem embaladas.

O objetivo não é adivinhar crashes, é comprar excelentes empresas a bons preços

A minha forma de olhar para isto é muito simples. Não tento adivinhar o próximo crash, não tenho bola de cristal… e, mesmo que tivesse, provavelmente estaria embaciada com o vapor da sauna do Círculo do Ancião.

O que tento fazer é muito mais aborrecido, mas muito mais útil: identificar excelentes empresas, estimar o seu valor intrínseco, acompanhar os seus fundamentos e aguardar pacientemente por boas oportunidades de compra.

No livro BOLSA – dúvidas reais, respostas sem rodeios, dedico um capítulo aos 7 critérios que uso para procurar excelentes empresas.

Entre esses critérios estão a liderança de mercado, o crescimento consistente de faturação, lucros e liquidez, a existência de vantagens competitivas duráveis, o endividamento conservador, os catalisadores de crescimento e, claro, a compra com margem de segurança face ao valor intrínseco estimado.

Repara que isto muda completamente a forma como olhamos para as quedas.

Um investidor sem método vê uma queda e pensa:

Vou perder tudo.

Um investidor com método vê uma queda e pergunta:

Esta empresa continua excelente?

Os fundamentos mantêm-se?

O valor intrínseco continua acima do preço atual?

A queda resulta de medo temporário ou de deterioração real do negócio?

São perguntas muito diferentes… e perguntas melhores tendem a gerar decisões melhores!

Isto não significa que é boa ideia comprar qualquer coisa só porque o preço caiu.

Uma “galdéria” cujo preço cai 80% continua a ser uma “galdéria“, apenas com maquilhagem borratada.

Há empresas cujos preços das ações caem porque o mercado está em pânico… e há empresas cujos preços das ações caem porque o negócio está a apodrecer por dentro.

A diferença entre uma beldade temporariamente castigada e uma “galdéria” em queda livre está nos fundamentos.

É por isso que a análise fundamental é tão importante.

Ter dinheiro disponível é útil, mas não para ficar paralisado

Gosto da ideia de ter “balas” disponíveis.

Dinheiro parado na conta de investimentos pode ser extremamente útil para aproveitar oportunidades.

Quando há pânico nos mercados acionistas, quem não tem liquidez pode ficar apenas a ver as promoções pela montra… mas isto não significa que todo o dinheiro deva ficar parado eternamente à espera de uma queda de 50%!

Ter “balas” disponíveis é bom… dormir em cima de um arsenal durante 15 anos sem disparar uma única vez já começa a parecer uma perturbação cinegético-financeira!

A estratégia sensata pode passar por combinar o investimento regular com compras adicionais em momentos de maior queda. Ou seja, em vez de tentares acertar no fundo absoluto, podes ir investindo ao longo do tempo e reforçar fortemente quando surgem boas oportunidades.

Isto reduz a pressão psicológica de ter de acertar no momento perfeito. Porque, sejamos honestos, a maioria das pessoas que diz estar à espera do fundo não compraria no fundo. No fundo, as notícias estão horríveis, os comentadores estão em pânico… até o teu cão estará a olhar para ti como se estivesses a cometer um erro!

Por isso, é importante ter um plano antes de a tempestade chegar.

  • Que empresas queres comprar?
  • A que preços faz sentido comprares ações dessas empresas?
  • Qual a margem de segurança (desconto face ao valor intrínseco) que te deixará mais confortável?
  • Quanto queres alocar a cada posição/empresa?
  • Tens fundo de emergência?
  • Estás a investir dinheiro a longo prazo?
  • Tens capacidade emocional para ver quedas temporárias sem vender em pânico?

Estas perguntas são menos excitantes do que prever o próximo crash, mas são muito mais importantes.

O mercado está manipulado? Talvez, mas não da forma que imaginas

Muita gente diz que o mercado está manipulado.

Normalmente, dizem isso quando perdem dinheiro, porque quando ganham já é mérito, inteligência e “visão estratégica”.

Quando perdem, é sempre culpa da manipulação.

O Adam Khoo usa uma provocação interessante: o mercado pode estar “manipulado” a favor de quem mantém os seus investimentos a longo prazo, porque as empresas, em conjunto, tendem a fazer crescer os seus lucros ao longo do tempo.

Eu não colocaria a coisa exatamente nesses termos, mas percebo a ideia.

O capitalismo, com todos os seus defeitos, tem uma característica poderosa: as melhores empresas estão constantemente a tentar vender mais, reduzir custos, inovar, ganhar escala, aumentar margens, recomprar ações, distribuir dividendos e criar valor para os acionistas. Quando investes em excelentes empresas, estás a tentar colocar o teu dinheiro nessas máquinas de criação de valor.

Claro que nem todas conseguem, algumas falham, algumas perdem vantagens competitivas ou endividam-se demasiado ou são ultrapassadas por concorrentes mais ágeis.

É por isso que não basta comprar e fechar os olhos durante 30 anos, mas também não faz sentido fugir do mercado sempre que aparece uma notícia assustadora.

O investidor de longo prazo deve ser vigilante, não histérico… deve acompanhar os fundamentos e não a gritaria diária!

A liberdade financeira não nasce do medo, nasce da disciplina

No vídeo que partilhei mais acima, o Adam Khoo fala sobre o objetivo final de muitos investidores: alcançar liberdade financeira.

Eu concordo.

O objetivo não é pareceres inteligente no café, não é acertares no próximo fundo, ou publicares no Instagram que compraste no mínimo do dia.

O objetivo é construíres património, aumentares o teu poder de aquisição e chegares a uma fase da vida em que o dinheiro trabalha para ti.

No meu caso, esta ideia tornou-se central quando percebi que trocar tempo por dinheiro tinha limites.

Trabalhar mais horas não é uma solução infinita. O corpo não aguenta, a cabeça não aguenta e a vida não deve ser apenas uma sequência de tarefas, faturas e reuniões.

Foi por isso que comecei a procurar formas de criar ativos, negócios e investimentos que pudessem gerar rendimento mesmo quando eu não estivesse diretamente a trabalhar.

Essa reflexão está na base do meu percurso e também do livro BOLSA – dúvidas reais, respostas sem rodeios, onde explico que investir em empresas cotadas nas várias Bolsas mundiais pode ser uma forma acessível de teres participação nos melhores negócios do mundo.

Porém, nada disto funciona sem disciplina. O investidor que quer liberdade financeira não pode viver refém da próxima NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA. Também não pode investir em qualquer empresa só porque está “barata”.

Lembra-te: preço baixo não significa valor. Os preços das ações de uma empresa podem cair 70% e continuar caros, se o negócio estiver a morrer.

Da mesma forma, uma excelente empresa pode parecer cara (ter as suas ações a um preço elevado) durante muito tempo e, ainda assim, continuar a criar valor de forma extraordinária.

O segredo está em estudar, compreender, selecionar e agir com paciência. Não é sexy, não dá títulos bombásticos, não parece conversa de génio, mas funciona melhor do que andar a saltar de previsão em previsão como uma pulga com conta na corretora.

Então, o que fazer?

Em vez de ficares à espera do próximo crash anunciado por alguém que precisa de visualizações, começa por construir a tua própria estratégia:

  • Define o teu fundo de emergência;
  • Decide quanto podes investir a longo prazo;
  • Escolhe se preferes começar por ETFs, por empresas individuais ou por uma combinação dos dois;
  • Aprende a analisar empresas;
  • Cria uma lista de beldades que gostarias de ter no teu portefólio;
  • Estima valores intrínsecos;
  • Define margens de segurança;
  • Acompanha os resultados.

Quando surgirem quedas, não entres em pânico antes de fazeres a pergunta certa: os fundamentos mudaram ou foi apenas o mercado a fazer teatro?

Se os fundamentos mudaram para pior, talvez tenhas de rever a tese que te levou a investir em determinada empresa.

Se os fundamentos continuam sólidos e a queda resulta apenas de medo generalizado, talvez estejas perante uma oportunidade.

É aqui que entram as “bolas de aço” ou “ovários de aço”, como explico no livro… não para investir às cegas, mas para manteres a racionalidade quando a maioria está a vender em pânico!

E, por favor, não transformes prudência em desculpa. Há pessoas que dizem estar à espera de uma queda para começar a investir, mas quando a queda chega dizem que vão esperar por uma queda maior.

Depois, quando tudo recupera, dizem que perderam a oportunidade.

Depois, voltam a esperar.

Este ciclo pode durar uma vida inteira… e a vida é demasiado curta para passares anos infindáveis sentado em cima de dinheiro enquanto vês as melhores empresas do mundo a criar riqueza para os outros.

Queres aprender a investir com método?

Se este tema te interessa e queres deixar de depender de palpites, previsões e notícias assustadoras, recomendo que comeces por ler o meu livro BOLSA – dúvidas reais, respostas sem rodeios.

Escrevi-o precisamente para responder às dúvidas reais de leitores que querem aprender a investir em empresas cotadas na Bolsa sem complicações desnecessárias, sem conversa de gente engravatada e sem promessas milagrosas.

No livro explico conceitos como inflação, juros compostos, ETFs, ações, dividendos, valor intrínseco, margem de segurança, análise fundamental, análise técnica, gestão emocional, bear markets, bull markets e os critérios que uso para selecionar excelentes empresas.

Não é aconselhamento financeiro, é partilha de experiência, método e aprendizagem, com a linguagem direta que eu próprio gostava de ter encontrado quando comecei a investir.

E se quiseres ir mais longe, no meu site tens igualmente subscrições online onde aprofundo estes temas, partilho análises, explicações, ferramentas, exemplos práticos e uma forma mais estruturada de aprenderes a olhar para os investimentos com cabeça fria.

Podes conhecer todas as subscrições aqui: www.silva-santos.com/subscricoes

A próxima grande queda vai chegar?

Claro que vai.

Não sei quando, nem quanto, nem porquê, mas também não preciso de saber. O que preciso é de ter uma lista de excelentes empresas em observação, compreender o seu valor, manter liquidez suficiente para aproveitar oportunidades e não me deixar transformar num investidor de sofá que passa a vida a dizer:

Quando cair brutalmente é que eu compro.

Porque, muitas vezes, quando finalmente ganhas coragem para comprar, o crash já aconteceu, a oportunidade já passou e as beldades já voltaram a desfilar em máximos históricos, enquanto tu continuas sentado a aquecer dinheiro que a inflação te vai comendo devagarinho.

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