CARTA AOS LEITORES - Janeiro de 2021

No mês passado recebi vários e-mails muito interessantes, mas gostaria de destacar estes 6 por serem os que mais me despertaram a atenção!

Espero que gostes…

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EMAIL 1

Olá Pedro,

Quando li a carta aos leitores do mês passado percebi que decidiste aprender a desenhar.

Também é algo que eu gostaria de fazer. Podes partilhar comigo quais foram as bases que aprendeste e, se não te importares, um pouco daquilo que começaste a desenhar?

Necessito de inspiração de alguém que também tenha começado agora e que esteja no nível 0 (ou nível -1) que é o nível no qual eu me encontro.

Obrigado.

A MINHA RESPOSTA

[…],

Esta foi uma das aprendizagens de 2020 com a qual eu não contava.

A minha enteada mais nova disse-me que gostaria de aprender a tatuar. Em conversa com o meu amigo Ricardo Matias, falei sobre isso e ele perguntou-me se ela gostaria de conversar com um amigo dele que é desenhador e tatuador (o José Almeida).

Como a minha enteada gosta de desenhar e até já tinha assistido a um curso online de um desenhador brasileiro que ela segue no Youtube, achei que essa conversa poderia ser muito interessante e produtiva.

Marcámos um café e uma conversa relaxada numa manhã de domingo e fomos até à zona da Sé de Viseu aprender, com o José, a “rabiscar” um ou outro elemento da paisagem.

Deixei-me influenciar pela conversa entre o José e a minha enteada e aproveitei as dicas dele para tentar desenhar um candeeiro que existe num edifício localizado na traseira da Praça 2 de Maio.

Seguindo as indicações dele, olhei para o candeeiro e comecei a “rabiscar” a caneta, com traços finos, as principais formas do candeeiro. Depois de ter o primeiro esboço, acentuei as sombras e os traços que definem a forma do candeeiro… e adorei a experiência, porque até àquela manhã nunca tinha conseguido desenhar nada!

Desenhando a caneta não conseguimos apagar os traços que podem estar “errados”… mas segundo o José, a ideia é mesmo essa: não há traçados errados, apenas há traços que nos orientam até chegarmos à forma final dos objetos.

1º desenho

Fiquei tão feliz com o pequeno candeeiro que desenhei num caderno de linhas, que decidi tentar fazer o mesmo na casa de banho… Eh eh… 🙂

Depois, comprei aguarelas e preenchi pequenas manchas nesse desenho e, apesar de não ter conseguido algo digno de uma exposição numa galeria de arte em Nova York, senti uma realização muito grande… afinal, aquilo que sempre achei que não conseguia fazer (desenhar), estava a ganhar forma.

2º desenho – com caneta

2º desenho – com caneta e aguarela

Continuei a praticar nos dias seguintes e percebi que quando temos noção de que nem todos os riscos vão ser colocados no sítio correto, e que não há problema nenhum por causa disso, acabamos por nos desligar do perfecionismo e conseguimos fazer algo que nunca tínhamos feito até então.

De seguida, vou mostrar-te algumas das ilustrações que tenho feito nestas últimas semanas.

3º desenho – com caneta

3º desenho – com caneta e aguarela

4º desenho – com caneta e aguarela

4º desenho – com caneta e aguarela (2ª versão)

5º desenho – com caneta

6º desenho – com caneta

6º desenho – com caneta e aguarela

6º desenho – com caneta e aguarela (2ª versão)

6º desenho – com caneta e aguarela (3ª versão)

7º desenho – com caneta

7º desenho – com caneta (2ª versão)

7º desenho – com caneta e aguarela

8º desenho – com caneta

8º desenho – com caneta (2ª versão)

Aos olhos de um pintor ou de um artista conceituado, os meus “rabiscos” podem ser considerados feios, com muitas falhas e mais valia que o mundo nunca os visse… mas isso não me interessa! Sinto que este exercício tem tido um impacto muito grande em mim e vou continuar a aperfeiçoar a técnica de desenhar a caneta sem a preocupação de alcançar muito mais do que esta alegria de fazer algo novo que, até há pouco tempo, acreditava que não conseguia fazer.

Espero que esta partilha te inspire a fazer algo já hoje, por muito imperfeito que possa parecer aos olhos dos outros.

Um abraço,

EMAIL 2

Olá Pedro,

Li algures, num dos teus livros, que no final de cada ano fazes um balanço do ano e estruturas aquilo que pretendes alcançar no ano seguinte.

Já fizeste esse exercício em 2020 e já tens ideia do que pretendes alcançar em 2021? Podes partilhar alguns tópicos comigo?

Obrigada.

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

No final de 2019, lembro-me de ter dito à minha namorada:

2020 vai ser um ano bisexto… e em todos os anos bissextos da minha vida, fiz grandes transformações que mudaram completamente o curso dos anos seguintes, tanto a nível pessoal como profissional.

É curioso receber este teu email, nesta altura, porque partilhei recentemente um episódio do podcast sobre isso.

Ouve o episódio aqui… vais adorar!

EMAIL 3

Olá Pedro,

Pretendo enviar o meu currículo e carta de apresentação no âmbito de uma candidatura espontânea para uma empresa onde gostaria de trabalhar.

Podes dar-me a tua opinião?

Olá!

A minha “relação” com a XPTO começou na minha infância. Foi-me introduzida a vossa maravilhosa Torta de Chocolate logo em pequenina, e quando eu me portava bem a minha avó dava-me uma fatia. A melhor parte era o início e fim da torta pois tinha mais chocolate!

O meu nome é […] e a melhor frase que me descreve é: Põe quanto és no mínimo que fazes (Fernando Pessoa)  

Atualmente, trabalho em […] numa empresa de […] e […] como Gestora de […] e Responsável de […]. Somo já 3 anos de experiência nesta tipologia de produtos processados e gostaria de experimentar novos desafios. Sou natural de […], pelo que não teria qualquer problema de me mudar para a zona de […].

Curiosidade sobre mim: aprendi japonês sozinha aos 15 anos e ainda hoje continuo a manter contacto com este idioma que me fascina.   

Em que áreas eu poderia ser útil na XPTO?

– Gestão de […]/Controlo de […] – tenho experiência no referencial […] e formação em […] entre outras coisas específicas da qualidade. Considero preponderante ter contacto com o chão de fábrica para poder gerir melhor a documentação associada ao sistema de […]. A documentação tem de refletir a realidade e não o contrário. Estar no terreno e conhecer bem o produto é fundamental para conseguir gerir a […] e […] em torno dele!

– Inovação de produto – desde preparação de preparados de […] inovadores num estágio de verão à minha tese de desenvolvimento de novos sabores de […] (20 valores) aos projetos que tenho acompanhado a nível interno: a inovação é das coisas que mais gosto de fazer. Sou persistente e gosto de pesquisar sobre novos ingredientes e fazer ensaios sustentados em pesquisa (aprender com o que já foi feito), quer seja inovação mais disruptiva (novo sabor/produto) ou incremental (melhoria de fórmulas).

Convido-vos a visitar o meu perfil de Linkedin, na assinatura deste email, para conhecerem um pouco mais sobre o meu percurso e caso estejam interessados não hesitem em contactar-me! Envio também o meu CV em anexo.

Se , neste momento, não vos for oportuno ou eu esteja fora do timing agradeço na mesma o vosso tempo e disponibilidade e apenas, agradecia, se pudessem dar-me algum feedback nesse sentido.

Doces cumprimentos,

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Adoro a forma como te apresentas no texto do email. Além disso, o teu CV está esteticamente muito agradável e conciso. Adoro! 😊

As sugestões que tenho para ti são muito simples e consistem apenas em pequenos pormenores:

– A frase de Fernando Pessoa não me impressiona por já ser usada (e abusada) por tanta gente. Pessoalmente, retiraria a frase do teu email de apresentação. Não necessitas de reforçar a tua escrita com conteúdo alheio… as tuas ideias estão muito bem explicadas e valem mais do que mil frases de qualquer poeta! 😊

– Sugiro que deixes uma linha de espaço depois da pergunta “Em que áreas eu poderia ser útil na XPTO?”… dessa forma, o texto seguinte irá “respirar” melhor. Em alternativa, poderás colocar o texto dessa pergunta a bold.

– Quase no final, retira o espaço que existe antes da vírgula, no “Se , …”

– Gosto muito da foto que usas para te apresentar, mas na assinatura de email e no perfil LinkedIn aparece um pouco desfocada. Podes usar essa foto mas com mais resolução?

– Na assinatura de email, coloca um espaço a cada 3 algarismos do teu n.º de telemóvel… fica mais fácil de ler: 960 000 000

Desejo-te muito sucesso e quero que me vás dizendo como correm estas tuas investidas profissionais, ok?

Bjs e até breve,

EMAIL 4

Olá Pedro,

Acompanho-te há muito pouco tempo,mas confesso que, pelo que já consegui averiguar , revejo-me em muitas coisas do que dizes e escreves.

Bom, para avançar com “a minha história ” preciso de enquadrar o caminho que me “levou a ti”.

Eu sou licenciada em […], sou T[…] e neste momento faço acompanhamento de […] em matéria de […] na construção de uma subestação elétrica da […] (provavelmente já por cá passaste antes de vir a obra propriamente dita 🙂

Foi o meu chefe que me falou de ti… sim, eu moro em […] e venho todos os dias para […] e mesmo antes de começar com este trabalho, quando partilhava com o meu futuro chefe (naquela altura) que a distância era considerável, epah, 2h de viagem por dia… não estava muito segura se era isto que eu queria… mas precisava tanto! (mas essa parte já lá vamos). 

O […] (meu chefe) falou-me do teu podcast e de como eu poderia aproveitar o tempo de viagem… e falou-me igualmente dos livros “a ave rara” no desenvolver da conversa! Ok, inicialmente, confesso que não dei grande importância, ele mandou-me um link do teu site e eu nem o abri…

Um certo e feliz dia, já eu estava integrada neste projeto e pensei: deixa cá ver afinal que raio é isto que o boss me enviou há umas semanas atrás!! Bem… eu conheço este “mamífero” – foi o que eu pensei (ahahahah) é verdade… cruzámo-nos na mini-hidrica de […], em 2018, por aí, um projeto do […], por certo que te lembras.

Eu fiz coordenação de […] dessa empreitada e houve um dia que tu estiveste na obra, lembro-me perfeitamente, até porque uma figura como a tua não passa assim muito despercebida 🙂 🙂

Bom, comecei a ouvir os teus podcasts, a ver os teus vídeos e pensava: este gajo é tão TOP, porra… e vai na volta comprei os livros (o pack sem oferta da caneca… lol). Já li o primeiro, vou iniciar o segundo… mas há tanta coisa com a qual me identifico neste AVE RARA I… 

Eu tive uma empresa (vá, ainda tenho… até resolver aquelas coisitas que tenho que resolver para encerrar de vez) que começou mal e nunca se endireitou… criei uma sociedade com alguém que não conhecia bem, arrependi-me e comprei-lhe a quota dele… errado, investi e não tive retorno, uma borrada de todo o tamanho… fiz montes de coisas mal como as que referes no livro, imensas… também tive uma IRINA ahahahahahaha tinha exatamente essa ideia de que, temos que parecer grandes, do email geral, tinha 3 ou 4 assinaturas – dep. comercial/dep. financeiro/gerência… no fundo era só eu! Tive colaboradores… que no fundo ganharam bem mais que eu… eu era a última a receber… se desse pra mim era um mês de festa (mais um erro, eu sei… já li isso algures lol)…

Até que veio o COVID e não houve como resistir, a empresa sempre esteve condenada ao fracasso, só eu é que não queria ver – tal como tu, tenho que bater com a cabeça e ir lá ao fundo para me consciencializar…

Em suma é isto, apareceu esta proposta de trabalho e eu agarrei-a porque tinha mesmo que o fazer… e estou a adorar, diga-se! 

Mas, sinto que perdi meia dúzia de anos da minha vida a insistir numa coisa que só me trouxe problemas, prejuízos, dores de cabeça… Não me vejo a entrar noutra aventura destas, de ter uma empresa… é bom demais fazer o meu trabalho e não ter a preocupação de saber onde vou buscar dinheiro para pagar contribuições, ordenados, IVA, etc etc etc… fiquei tão marcada por isto!

O facto é que o teu livro AVE RARA I reflete muito do que vivi nestes últimos 7 anos e trouxe-me consciência de várias coisas, ou se não foi consciência foi clareza em relação a essas coisas.

Espero que o livro Ave Rara II venha trazer de igual forma crescimento, estou ansiosa para começar!

Um grande abraço, vou continuar a seguir-te e talvez nos possamos vir a encontrar por aí 🙂

[…]

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Adorei ler este teu email… lembro-me perfeitamente da visita em […] durante a qual também participaste.

Sabes, quando falaste no teu projeto falhado pensei que já tinhas lido o livro “A Ave Rara II…”, mas depois percebi que só agora é que vais começar a lê-lo.

Se te identificaste com a dor no livro “A Ave Rara I…”, prepara-te porque no livro “A Ave Rara II…” é possível que sofras e que te revejas em muito do sofrimento que partilho.

Lê esse 2º livro com calma para perceberes tudo o que me levou a bater no fundo e quais foram as estratégias que implementei para renascer e para alcançar o estilo de vida que tenho atualmente.

Confesso que agora fico muito curioso por receber o teu feedback relativo ao livro “A Ave Rara II…”. Será que vais chorar quando leres alguns dos meus momentos difíceis e relembrares alguns dos momentos terríveis que também viveste no teu negócio falhado?

Bjs e espero ter notícias tuas em breve. 😉

EMAIL 5

Pedro,

Nunca te contei isto mas de facto ler o teu livro “A Ave Rara” fez-me mudar um bocadinho e ao menos perder o medo de… falar.

Eu estive imensos anos com contratos a recibos verdes e quando estava prestes a desistir dessa vida, o governo estava a preparar a regularização da situação dos trabalhadores precários para a administração central deixando de fora as autarquias locais. Bem, eu enchi-me de coragem, fui à página do governo e enviei um e-mail ao Sr. Primeiro Ministro a explicar que nas autarquias locais existiam imensas pessoas na mesma situação e que a proposta de lei não iria permitir a regularização dos seus contratos.

Identifiquei todas as lacunas na proposta deles, em termos de conceitos e de finanças públicas e qual foi o meu espanto quando recebi uma resposta. Durante meses o meu e-mail andou a circular pelos membros do governo e eu ia recebendo, em Cc, os movimentos da minha exposição.

Não sei se fez a diferença ou não, mas o que é certo é que a proposta de lei foi corrigida e só na câmara de […] foram regularizadas perto de 170 postos de trabalho nessa situação.

Por isso, se hoje estou com um emprego muito mais estável devo-o a ti também porque se o teu livro não existisse o mais certo era eu não ter feito nada.

Muito obrigada.

Boas festas e um 2021 cheio de sucessos.

A MINHA RESPOSTA

[…],

Esse é um princípio fundamental… se não concordamos temos de nos expor. O pior que pode acontecer é não conseguirmos mudar nada! 🙏😋

Continua a lutar por aquilo em que acreditas… viver neste mundo é ainda mais magnífico quando sentimos que podemos ajudar a marcar a diferença!

Boas Festas e um ano de 2021 cheio de sucesso.

EMAIL 6

Bom dia Pedro.

(estou a tratar-te por tu, como se te conhecesse pessoalmente mas sinto que não levarás a mal).

Depois da nossa conversa telefónica e conforme ficou combinado estou a escrever-te para enviar a minha morada completa. 

Mas antes disso gostaria de dizer algumas coisas: 

– pedir desculpa de não ter preparado as perguntas para a nossa conversa (pensei eu, com tantos seguidores, o Pedro não vai telefonar-me a mim). Pensei também que a resposta de email, teria sido enviada automaticamente para todos os que responderam ao primeiro email.

– no seguimento disso,  acho que vos baralhei um pouco, sobre pensamentos pessoais que me saem quase como um ”flash”, sendo pouco estruturados e confusos para um episódio do vosso podcast.

– Tirando isso, eu extraí muito da nossa conversa. Pôs-me a reflectir sobre mim, o resto do dia. Deitei-me por volta das 22.30. Acordei cedo, com pensamentos a mil à hora.

Depois de muitas voltas na cama, resolvi levantar-me eram 03:24 da manhã. 

Vim para a sala, acendi a lareira (estas coisas deixam saudades de Portugal) e continuei a divagar… sobre a minha infância e sobre todo o meu percurso até aqui. Tive sorrisos e também lágrimas.  

Outra coisa que deixei de fazer: escrever (nada de muito elaborado, mas sim o simples ato de escrever).

Ler é outra coisa que não faço há muito tempo (mesmo no meu meio familiar em que ”devoram” livros ). Passei a ser um consumidor de conteúdos: canais de notícias, séries, filmes, documentários. Para não falar no YouTube e Instragam.

Mas os livros AVE RARA são para ler de certeza . O primeiro anda comigo e já comecei a ler e o segundo virá a caminho (fizeste um mau negócio ao oferecer-me esse livro, já que tinha intenção de o comprar também).

Muito Obrigado pela gentileza da oferta.

Já agora a minha morada é:

[…]

[…] Horn

Suíça 

Só mais uma coisa, não tenho certeza se um livro paga portes alfandegários. Por opção podes enviar o livro para a morada portuguesa. 

[…]

Penafiel 

Boas festas 

Um abraço,

[…]

A MINHA RESPOSTA

Olá […], bom dia.

Adorei gravar esta conversa contigo. A ideia era mesmo termos uma conversa despreocupada, não era que preparasses as perguntas antecipadamente. A partilha espontânea tem muito mais valor e acaba por nos levar a refletir sobre as nossas decisões, aquilo que temos deixado por fazer, etc…

Consigo imaginar-te a acender a lareira às 3 e tal da manhã a sorrir, e a chorar, com base nos pensamentos que te assolaram e fico feliz que a nossa conversa telefónica tenha tido impacto em ti.

Em relação ao livro “A Ave Rara II…”, é com imenso prazer que te ofereço um exemplar porque depois da nossa conversa de ontem acho que vai ter ainda mais impacto na tua vida pessoal e profissional.

Vou enviar-te o livro para a morada portuguesa, espero que os CTT não se atrasem a entregá-lo.

Só mais uma coisa: envia-nos uma fotografia tua (despreocupada, à lareira) para que o Francisco possa fazer uma capa para o episódio do podcast. Pode ser?

Obrigado, uma vez mais, pelos excelentes momentos de partilha de ontem à tarde.

Boas Festas e até breve.

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