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carta aos leitores de julho 2021

Objetivo para os próximos 7 anos, o emprego que ela sempre quis, preparar a crise (que dizem) que aí vem… (carta de julho de 2021)

No mês passado recebi (e respondi) a dezenas de e-mails e testemunhos… gostaria de destacar estes 7 por serem os que mais me despertaram a atenção!

Espero que gostes…

EMAIL 1

Bom dia Pedro,

Escrevo este email para te pedir ajuda/opinião sobre o meu objetivo para os próximos 10 anos. Não sei se está incluído no preço do curso investir na bolsa mas cá vai.

O meu objetivo é ter independência financeira nos próximos anos, ou seja, o ordenado que recebo agora pelo meu trabalho, pretendo recebê-lo através de dividendos. Isto porque na minha carreira profissional não perspetivam grandes alterações (devo continuar no mesmo posto e ganhar o mesmo nos próximos 10 anos).

Tudo isso fez-me pensar no futuro. Para mim já chega, quero deixar o meu emprego nos próximo anos e dedicar-me a outra coisa. Fiz muitas pesquisas, li alguns livros sobre investimentos na bolsa e é verdade que aprendi como funciona a bolsa, o que é uma ação, as médias móveis, a análise fundamental, a análise técnica, enfim muita teoria, mas estratégia eficaz de investimento, pouco ou nada.

Estive muito perto de investir em criptomoedas antes de ver alguns dos teus vídeos no YouTube. Foi aí que comecei realmente a conhecer o mercado de ações e a desenvolver a estratégia de investimento, até que acabei por me inscrever no teu curso. Também percebi que por pouco não cometera o erro de entra na bolha das criptomoedas (obrigado, salvaste-me!) Já vi todos os vídeos do teu curso online, e também os vídeos gratuitos que tens no canal do YouTube, portanto já sei o que me vais dizer em relação a atingir o meu objetivo:

“Cria o teu próprio negócio, ganha mais dinheiro do que gastas e com os lucros investe em ações de excelentes empresas cotadas na bolsa”.

Faz sentido, concordo plenamente, só tenho um pequeno problema. Não me vejo de todo a ter uma ideia de negócio ou a agarrar uma oportunidade de negócio. Acho que simplesmente não tenho as qualidades necessárias para tal. Eu sei muito bem do que preciso e quero, mas não sabei nem consigo perceber do que é que os outros precisam.

Portanto a oportunidade de negócio poderia passar-me mesmo à frente do nariz que mesmo assim não a veria.

Por outro lado, as minhas verdadeira qualidades estão mais na gestão e liderança, principalmente de recursos humanos (basicamente é o meu trabalho neste momento). Sei que sou muito capaz de gerir um negócio e de o tornar lucrativo.

Qual é a tua opinião? Que estratégias achas que devo adotar para conseguir a independência financeira?

Percebo que não tenhas tempo para estar a ajudar todas as pessoas desta maneira tão personalizada, por isso, se o entenderes assim, ignora este email.

Juro que não levo a mal nem te vou julgar por isso (também te garanto que vou continuar no teu curso de investimentos na Bolsa durante muitos mais anos).

P.S. Gosto muito de ouvir os teus podcasts. Tu e o Francisco têm feito um excelente trabalho, por isso continuem!

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Como sabes, não sou consultor financeiro e por isso não te posso dar (nem vender) conselhos sobre investimentos.

Tudo o que vou partilhar contigo neste email baseia-se na estratégia que desenhei para o meu futuro e por isso é apenas a minha opinião. Posso estar completamente enganado, e assumirei as consequências desse engano na minha vida pessoal.

Deverás refletir sobre o que vais ler de seguida e tentar perceber se faz sentido para ti e de que forma poderás adaptar os princípios para a tua vida.

Antes de mais, quero que saibas que adoro o tipo de questões/desafios que me colocaste.

Há vários anos que também me apercebi que não queria continuar a trocar horas de trabalho por dinheiro e por isso decidi tentar perceber como é que outras pessoas tinham conseguido libertar-se dessa forma de trabalhar que nos é transmitida pelos nossos pais, pelos nossos professores, etc.

Li vários livros que me abriram os olhos para isso: Pai Rico Pai Pobre, Segredos da mente milionária, 4 horas por semana, subscribed, …

Tanto nos livros como nos vídeos e podcasts que passei a consumir regularmente percebi que quem conseguia alcançar o nível de independência (financeira e a nível de trabalho) que eu pretendia, tinha uma coisa em comum:

– eram donos de cada vez mais “coisas” que geravam dinheiro mesmo quando não estavam a trabalhar.

Essas “coisas” eram normalmente negócios próprios que já estavam num patamar em que funcionavam sem que esses empreendedores estivessem envolvidos… eram imóveis que estavam alugados e que lhes rendiam dinheiro mensalmente (proveniente das rendas pagas pelo inquilinos), eram participações em empresas (cotadas na Bolsa, ou não) que geravam lucros e com base nisso lhes pagavam dividendos regularmente, etc…

Comecei a ficar com uma fixação brutal em relação a todo o tipo de tarefas que desempenhava diariamente. Cada vez que fazia alguma coisa, pensava:

Será que posso automatizar esta tarefa para ser efetuada por uma máquina?

Será que posso descrever detalhadamente esta tarefa numa instrução de trabalho (com texto, imagens ou vídeos tutoriais) de forma a poder delegar a sua execução noutra pessoa?

 

Quando a resposta à pergunta anterior era “SIM”, perguntava-me:

Será que ao abdicar de dinheiro para pagar a alguém para fazer isto por mim, vou usar esse tempo disponível para ganhar ainda mais dinheiro do que vou pagar para que me executem essa tarefa?

 

Tornei-me completamente obcecado por estas questões! 😊

Mais tarde, quando já tinha delegado tudo o que costumava fazer e estava a definir a estratégia para o lançamento de uma nova ideia de negócio, perguntava-me sempre:

Este negócio é escalável, ou seja, necessitará quase do mesmo esforço quer tenha 50 clientes ou tenha 5000 clientes?

 

Passei a dedicar tempo e a investir o meu dinheiro apenas nas áreas que eu identificava como “brutalmente escaláveis”! 😊

Esta é a perspetiva e o tipo de pensamento empreendedor que considero que toda a gente deveria aprender e ir afinando ao longo da vida.

Compreendo quando dizes que não te vês a criar um negócio… mas sei que isso é apenas uma desculpa! 😊

Não te vês a criar um negócio HOJE, com base na pessoa que és e com base nas tuas próprias crenças limitantes. Mas está tudo bem… eu vou dar-te na cabeça durante uns anos e um dia vais dizer-me que realmente estavas completamente enganado e estavas apenas a inventar uma justificação para não seguires esse caminho (que é normalmente difícil e tortuoso até conseguires criar algo que funcione sem ti!).

Mas vamos imaginar que de facto não vais criar nenhum tipo de projeto próprio… tudo bem… vamos imaginar que te vais manter nesse emprego durante os próximos 10 anos até poderes gerar muito mais dinheiro do que aquele que necessitas mensalmente. Sim, gerar muito mais dinheiro do que necessitas mensalmente para viver, porque tu vais querer ter uma vida muito confortável para ti e para a tua família, vais querer poder cometer umas extravagâncias de vez em quando e vais querer que o teu dinheiro continue a crescer, mesmo sem dedicares horas de trabalho e mesmo retirando uma parte para “viveres de renda” desses rendimentos.

E deves estar a pensar:

Ui… então, mas como é que vou retirando dinheiro mensalmente para a minha vida, não trabalho e mesmo assim o meu dinheiro continua a aumentar?

Esse é que é o grande exercício que toda a gente deveria fazer.

Vou partilhar continuo o exercício que fiz para mim e que pretendo alcançar nos próximos 7 anos (altura em que celebrarei 50 anos):

– Valor mensal para viver uma vida muito confortável na parte do mundo que me apetecer nessa altura: 5000€/mês

– Valor anual para a minha vida a partir dos 50 anos: 60000€/ano (5000€ por mês * 12 meses)

– Património que pretendo ter nos próximos 7 anos, aos 50 anos, investido em excelentes empresas na Bolsa: 1 milhão €

– Fontes de rendimento atuais que me permitem ganhar dinheiro para investir nos próximos 7 anos: 8 fontes de rendimento complementares divididas em 2 empresas privadas das quais sou atualmente proprietário.

Agora vamos lá à parte mais engraçada:

– já resolvi a questão dos rendimentos crescentes sem as minhas horas de trabalho e por isso, nos próximos 7 anos conseguirei ter cada vez mais dinheiro para investir em negócios ou empresas que me paguem mais, através da distribuição de dividendos (ou valorização do preço das ações, no caso de empresas cotadas na Bolsa).

– Se necessitarei de 60000€/ano para viver uma vida confortável daqui a 7 anos, isso representa 6% do 1 milhão de euros que pretendo ter investido em excelentes empresas cotadas na Bolsa e por isso, basta que consiga que os preços das ações cresçam mais de 6%/ano para que o meu portefólio investido em excelentes empresas cotadas na Bolsa continue a crescer, mesmo com as minhas retiradas mensais de 5000€.

– Ter valorizações de 6%/ano na Bolsa não considero que seja nada difícil de alcançar, principalmente tendo em conta que só invisto em excelentes empresas, líderes de mercado, quando estão abaixo ou muito abaixo do valor intrínseco. Se às valorizações dos preços das ações ainda juntarmos os dividendos que algumas dessas empresas pagam, não considero nada difícil eu alcançar rendimentos mínimos de 12 a 15%…

Percebes a ideia?

E estou a fazer este exercício de forma muito simples e a colocar completamente de lado todos os rendimentos que ainda continuarei a receber de todas as áreas de negócio que criei (ou vier a criar) e que nessa altura ainda estejam ativas e a gerar lucro.

Até podemos fazer um exercício semelhante para ti. Responde-me:

– quanto dinheiro consegues poupar mensalmente para poderes investir nos próximos 10 anos (mas lembra-te de ter uma vida feliz e confortável, não sejas fuinha e desgraçado durante 10 anos! 😊)?

– quanto dinheiro tens atualmente investido (apenas na Bolsa, para simplificarmos o exercício nesta fase!)?

– quanto dinheiro necessitarás para a tua vida (MENSALMENTE) daqui a 10 anos?

– quanto dinheiro estimas ter a trabalhar para ti daqui a 10 anos? E como chegaste a esse valor estimado?

 

Creio que este tema seria muito interessante de converter numa conversa, em direto, com todos os membros do curso “Investir na Bolsa”, não achas?

Acredito que levaria muita gente a parar um pouco e a pensar de que forma pode estruturar o seu dinheiro de forma a libertar-se do trabalho só para ganhar dinheiro e de forma a ver o seu portefólio a crescer mesmo na altura em que estiver a retirar dinheiro mensalmente para viver.

Que te parece, avanço com um direto sobre este tema?

Espero que esta reflexão tenha sido útil e que vá ao encontro daquilo que pretendes.

Lembra-te que a independência financeira não se constrói de um dia para o outro, é algo que nasce e cresce a partir de trocas de ideias como esta! 😉

Grande abraço e até breve,

P.S. – Obrigado pelo excelente feedback sobre os conteúdos que eu e o Francisco temos partilhado no podcast “Conversas Despreocupadas”. 😉

 

Vídeo desse direto:

PATROCINADOR DESTE MÊS

Este mês, as “Cartas ao leitor” são patrocinadas pelo blog feminino MARDI, onde poderás encontrar dicas de produtividade, carreira e desenvolvimento pessoal.

Aproveita igualmente para descarregar os modelos digitais gratuitos para organização, definição de objetivos, acompanhamento de novos hábitos, etc…

EMAIL 2

Olá, Pedro!

Estou a escrever para te dar as boas notícias! Long story short: mudei de emprego, vou começar já para o próximo mês numa aventura nova!!!

Meti na cabeça, em dezembro de 2020, que queria mudar o rumo da minha vida. Percebi que, de facto, nós só ficamos “presos” a situações que nos esmorecem porque queremos, ou melhor dizendo, porque “não queremos” fazer nada por mudar. Antes de sermos líderes para os outros, temos de ser líderes de nós mesmos.

Em resumo, após trocarmos ideias por email:

– Tratei bem do meu jardim (CV, publicações no Linkedin, rede de contactos). Fiz 3 escassas candidaturas espontâneas, obtive feeedback de 2 (Nada mau, apesar de terem sido “não”).

 – Continuei altamente seletiva e atenta a vagas, sempre sem perder o rumo do meu objetivo: “vou sair do emprego onde estou, dê por onde der”.

 – De repente, em Março, fui chamada, na mesma semana, para 3 entrevistas de emprego:

1 – candidatura espontânea que tinha feito há 6 meses;

2 – o recrutador (talent hunter) veio falar comigo, pois achou que o meu perfil era ideal;

3 – liguei ao recrutador que me tinha “caçado” para uma vaga em 2019 e que recusei na altura, educadamente, porque não era para o departamento que eu gostava (…), mas para algo que fazia na altura na outra empresa e que não gostava muito (…). E não é que estavam em vias de iniciar novos projetos na área da […] e ainda se lembravam de mim?!

Com isto tudo, posso dizer que selecionei e consegui lugar na opção da […] (entrevista 3), um projeto desafiante e que, de facto, irá valorizar os meus conhecimentos e potencial. Além de auferir mais e ter mais benefícios, poderei exercer numa área que me deixará mais realizada e ainda com perspetivas de crescimento (que na empresa atual não existiam).

Depois de entregar a minha carta de despedimento voltei a sentir-me com vida, motivada, esperançosa… Nem sei! Posso-te dizer que mesmo que não arranjasse lugar em nenhuma destas 3 vagas, eu me viria embora. Já tinha marcado uma data na minha agenda e tudo para me despedir! Não tinha medo da incerteza pois, quando reconhecemos o nosso valor, sabemos dizer “basta” e sabemos que o nosso tempo vale muito e que não temos que andar na vida contrariados (obrigada, livro do Essencialismo).

Obrigada pelas tuas valiosas dicas. Aprendi e continuo a aprender muito com a tua partilha de experiências. Continua assim!

Beijinho,

[…]

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Ainda há umas semanas atrás me lembrei de ti… foste tu que me recomendaste que criasse etiquetas para os envelopes almofadados (que envio quando vendo livros) a dizer “Contém livro. Autorizo abertura para verificação” de forma a pagar apenas metade da taxa postal cobrada pelos CTT.

Fico muito feliz por receber notícias tuas depois de alguns anos sem trocarmos emails.

Adoro o facto de teres decidido (finalmente) dar “o murro na mesa” para agarrares novas oportunidades que te desafiem, que te façam sonhar e que te façam feliz no trabalho.

Gostava muito de poder contar com a tua participação num episódio do podcast “Conversas Despreocupadas”. Terias interesse em juntar-te a uma das nossas conversas? Estaremos a gravar novos episódios daqui por 2 meses e seria perfeito poder contar com a tua participação.

Bjs, votos de muito sucesso para este nova fase da tua vida… e até breve! 😉

EMAIL 3

Bom dia Pedro,

Estou com dúvidas no meu investimento inicial na Bolsa. Não sei que caminho devo seguir

Já estive a ver os vídeos dos vários módulos do curso e a desenhar +/- o plano, mas só tenho 500€ disponíveis e só queria investir inicialmente 300€ e ficar com 200€ de margem para alguma oportunidade.

E a minha dúvida é: invisto em REITs (Real Estate Investment Trusts) que pagam bons dividendos e quando valorizarem vendo algumas posições para investir em outras oportunidades, ou começo a investir em empresas de crescimento que atualmente estão com os preços muito abaixo do valor intrínseco (com grande desconto) e faço o mesmo com o que estava a pensar fazer com os REITS?

A questão é: como as empresas de crescimento têm um preço muito superior, consigo comprar apenas 1 ou 2 ações.

Obg

[…]

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Pessoalmente, se tivesse o teu plafound para investir não estaria a olhar para os REITs nem para empresas só pelos dividendos que iria receber. Aproveitaria para investir em empresas de crescimento nesta fase em que algumas continuam com os preços das ações bastante abaixo do valor intrínseco.

Atenção porque não interessa o número de ações que tens, interessa é a percentagem de desconto no momento da compra (% abaixo do valor intrínseco) e a valorização dos preços dessas ações no futuro.

Teres 500 ações de $1 de uma empresa especulativa cujo valor intrínseco está nos $0,10 não é interessante… mas é interessante teres (por exemplo) 7 ações da empresa JD que está atualmente muito abaixo do valor intrínseco.

Lembra-te que não deverás interpretar esta minha partilha como conselho financeiro. Pensa pela própria cabeça e decide o que pretendes fazer… mas com 500€, aos preços atuais, eu investiria em 2 ações da JD e em 1 ação da Alibaba… e guardaria o restante dinheiro para reforçar a JD se descesse loucamente.

Deverás estruturar a tua vida profissional de forma a conseguires ter mais algum dinheiro, em breve, para ir abrindo novas posições ou reforçando as posições que abrires nesta fase. Mas faz tudo com muita calma e paciência.

Quando tiveres muito mais dinheiro para investir, poderá começar a fazer sentido diversificares investimentos noutros setores de atividade, em REITs listados na Bolsa de Singapura para receberes dividendos, etc…

Percebes a ideia? Na tua posição, e sabendo o que sei hoje, esta seria a minha abordagem.

Grande abraço.

EMAIL 4

Ola Pedro,

Acompanho o podcast das conversas despreocupadas há vários meses.

O meu marido “obrigou-me” a ouvir um episódio e depois nunca mais vos larguei 🙂

Até criei o evento na agenda para vos ouvir na segunda-feira :)))) e ando a tentar recuperar os inúmeros podcast em atraso!!

Já várias vezes tens falado no teu mentor. Seria possível saber quem é?

Não sei se já fizeram um podcast em que falam especificamente sobre quem são os vossos mentores, que tipo de rotinas e/ou dinâmicas têm com estes mentores, etc… fica a ideia!

Continuem o excelente trabalho e obrigada pelas inúmeras partilhas que vão fazendo semana após semana!

[…]

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Fico tão feliz por saber que adoras as partilhas que fazemos todas as segundas-feiras. Coloquei o Francisco em Cc, porque sei que ele também vai adorar ler o teu email.

Não temos nenhum episódio em que falamos concretamente sobre os hábitos dos nossos mentores.

Pessoalmente, adotei os hábitos do mentor que tenho ao nível dos investimentos na Bolsa e criei o curso online “Investir na Bolsa” exatamente de acordo com essa filosofia que passei a implementar a partir de junho de 2020 (altura em que o Adam Khoo passou a ser o meu mentor). Podes conhecer um pouco do trabalho do Adam no Youtube através deste link.

No episódio n.º 57 do podcast “Conversas Despreocupadas” partilho tudo o que tenho aprendido com o Adam e que decidi transformar numa subscrição anual ao nível nos investimentos na Bolsa. Já ouviste esse episódio?

Ao nível do empreendedorismo, não tenho um mentor com quem aprenda mensalmente, mas gosto de ler todos os livros do Tim Ferriss e gosto de ouvir a maior parte dos episódios do podcast “The James Altucher Show” e do podcast “Akimbo” (que o Seth Godin lança à quarta-feira.

Bjs e espero que possamos continuar a partilhar conteúdo com muito valor para ti… 😉

P.S. – Já pensaste em conversar connosco, de forma despreocupada, num dos episódios? Aceitarias esse desafio?

EMAIL 5

Boa tarde

Antes de mais, muitos parabéns pelo teu trabalho. Tenho ouvido os episódios do podcast e são uma excelente companhia para as minhas viagens.

Queria deixar algumas questões que podem ser interessantes:

  1. Quais são as 7 condições para escolher as melhores empresas onde o Adam Khoo investe na Bolsa?
  2. Porquê adquirir o teu curso online? O que vou encontrar e aprender lá que não existe de forma de gratuita no YouTube etc
  3. Porquê a DEGIRO como corretora ? É uma plataforma arcaica com pouquíssimas formas de depósito e levantamentos entre outras limitações 
  4. A estratégia usada é óptima porque o mercado levou cerca de 6 meses a recuperar e foi respeitando os suportes… fazendo uma leitura entre 2008-2009 e depois 2011-2013 em que as quedas foram enormes como fazer não tendo mais capital para investir e tendo de esperar 2/3/5 anos para eventualmente recuperar… há empresas com bons fundamentos que não voltam as preços máximos. Tendo um grupo de quase 200 pessoas a adotar a tua estratégia, como se estão a preparar para as quedas e o Bear Market que há de vir?
  5. Onde e como posso ter acesso a um código de desconto (afiliado) para o vosso curso?
  6. A DEGIRO tem um programa de Afiliados. Seria interessante fazeres uma parceria com eles de forma a que os alunos do teu curso pudessem ter benefícios como por exemplo quem abrisse conta na Degiro por vocês teria X tempo de acesso ao curso… é um Win-Win, todos ganham e é mais uma fonte de rendimento a juntar às 7 que tens atualmente.

Votos de sucesso 

[…]

A MINHA RESPOSTA

Olá […], boa tarde.

Muito obrigado pelo feedback e pelo apoio.

Tudo o que te vou dizer de seguida é apenas a minha opinião e o que estou a fazer, não deverás assumi-lo como conselhos de investimento… eu não sou consultor financeiro, não te esqueças disso!

Aqui ficam os comentários em relação às excelentes questões que enviaste:

Quais são as 7 condições para escolher as melhores empresas onde o Adam Khoo investe?

As empresas onde o Adam Khoo investe têm de passar cumulativamente os critérios seguintes: 😊

1 – Empresa líder de mercado

2 – Faturação, lucros e fluxos de caixa crescentes nos últimos 4 a 5 anos

3 – Vantagens competitivas da empresa que tornem muito difícil, moroso e/ou dispendioso uma mudança dos seus clientes para uma empresa concorrente… é o que o Adam chama de wide economic moat.

4 – Níveis de endividamento conservadores ou muito conservadores (em função dos rácios entre os fluxos de caixa e a dívida da empresa)

5 – Empresa com grandes catalisadores de crescimento (sustentáveis) dentro do mercado/indústria em que atua. Por causa disso, o Adam tem confiança no facto da empresa aumentar de valor ano após ano e por isso não usa StopLoss em nenhuma das empresas nas quais investe.

6 – Valor das ações da empresa está abaixo ou muito abaixo do valor intrínseco

7 – Valor das ações da empresa retraiu a um nível que serviu anteriormente de suporte (definido pelas médias móveis ou por fortes suportes horizontais identificados através da análise técnica)

Passando todos estes critérios em simultâneo, e havendo dinheiro disponível, eu também invisto.

2 – Porquê adquirir o teu curso? O que vou encontrar e aprender lá que não existe de forma de gratuita no YouTube etc

O curso online é constituído por 3 grandes módulos de aulas em vídeo, para que percebas os erros que cometi e como podes evitá-los. As aulas estão todas disponíveis em vídeo e por isso podes vê-las e revê-las durante todo o período da subscrição anual. Podes ver os módulos do curso aqui… clicando na imagem consegues ver a ordem e os temas que discuto em cada uma das aulas.

Como as aulas já estão gravadas, poderás assistir ao teu ritmo e onde quiseres, desde que tenhas um dispositivo com acesso à internet (móvel ou fixa).

Neste curso online não ensino a calcular o valor intrínseco das ações. Disponibilizo os valores intrínsecos (das empresas onde invisto e que estou a observar para investir) num ficheiro Excel que atualizo para mim e para partilhar com todos os subscritores do curso.

Esse ficheiro encontra-se no 4º módulo do curso (vê aqui)… não encontrarás estas informações atualizadas e gratuitas em lado nenhum! 😊

Eu sou aluno do Adam Khoo e uso todos os valores intrínsecos que a equipa dele calcula trimestralmente para as empresas onde estamos a investir. No início ainda comecei a calcular os valores intrínsecos, mas rapidamente percebi que os valores que eu obtinha não tinham nada a ver com os valores que ele obtinha.

Mais tarde percebi que ele tem acesso a dados e informações às quais eu não tenho acesso. A título de exemplo, ele tem uma subscrição anual de $20 000 na CapitalIQ e uma subscrição anual na Bloomberg que custa $7000… Sem essas subscrições eu nunca terei acesso a toda a informação de que ele dispõe, mas como sou aluno dele, não necessito disso para nada porque a equipa dele usa essas informações para calcular tudo para mim! 😊

Ao optar por não ensinar a calcular o valor intrínseco das ações, disponibilizando-o num Excel partilhado, garanto que toda a gente consegue investir (na Bolsa) em empresas com excelentes fundamentos quando os preços das ações estão a ser negociados “em saldo”.

Para perceberes um pouco melhor como funciona o meu curso online, se ainda não o fizeste, sugiro que ouças o episódio 57 do meu podcast “Conversas Despreocupadas” que divulguei recentemente.

Se pretenderes informações ainda mais detalhadas sobre o curso online, podes ver igualmente as respostas às perguntas frequentes no fundo da página de compra do curso. Ora vê aqui.

A subscrição anual do curso online também inclui o convite para integrares a comunidade privada e exclusiva no Telegram onde eu e os restantes membros do curso trocamos ideias regularmente. Esta comunidade garante que estamos todos em sintonia a observar as mesmas empresas e os mesmos níveis de compra.

3 – Porquê a DEGIRO como corretora? É uma plataforma arcaica com pouquíssimas formas de depósito e levantamentos entre outras limitações 

Comecei com a DEGIRO e tenho-me mantido dessa forma. Não necessito de mais do que essa plataforma me permite fazer. Tenho ordens de compra em contínuo nos níveis de compra que estou a observar, tenho ordens de venda em contínuo no topo do ciclo das empresas cíclicas… e pronto, não necessito de mais nada para além disso.

4 – A estratégia usada é óptima porque o mercado levou cerca de 6 meses a recuperar e foi respeitando os suportes… fazendo uma leitura entre 2008-2009 e depois 2011-2013 em que as quedas foram enormes como fazer não tendo mais capital para investir e tendo de esperar 2/3/5 anos para eventualmente recuperar… há empresas com bons fundamentos que não voltam as preços máximos. Tendo um grupo de quase 200 pessoas a seguir a tua estratégia como se estão a preparar para as quedas e o Bear Market que há de vir?

Não interessam apenas os excelentes fundamentos das empresas, interessa-nos comprar ações sempre por níveis e com margens de segurança muito elevadas. As excelentes empresas que estamos a observar, ou nas quais já investimos, têm que cumprir cumulativamente todos os critérios que referi na resposta à tua primeira questão. Se alguma empresa falha um desses 7 critérios, a nossa decisão de investimento necessita de ser revista ou alterada. Há empresas com excelentes fundamentos, mas que não têm o tal wide economic moat e por isso, é muito provável que essas não voltem aos máximos de todos os tempos nem se mantenham a crescer de forma regular e sustentável… essas não servem o nosso propósito enquanto investidores em valor e de longo prazo.

Tentamos manter sempre 10 a 30% de dinheiro livre (seja através de reforços regulares da conta na corretora, seja através da venda de parte ou da totalidade das ações das empresas cíclicas quando estas atingem o topo do ciclo). Quando as excelentes empresas onde investimos sofrem quedas de 5, 10, 20, 30% (ou mais), reforçamos a nossa posição num nível que tenha servido anteriormente de suporte (desde que os restantes critérios se mantenham intactos!). Se os preços baixarem ao nível seguinte, reforçamos a nossa posição, etc…

Gerimos o portefólio de forma a irmos comprando 1/4 da alocação máxima que pretendemos ter em cada empresa onde investimos. Se descer os 4 níveis de suporte que estamos a observar, vamos comprando 25% da posição total em cada um dos níveis e vamos baixando o nosso custo médio por ação… mas atenção que só fazemos isto nas empresas que cumprem os 7 critérios que referi anteriormente, porque fazer isso em empresas que não passem esses 7 critérios poderá ser a receita ideal para se acumularem grandes perdas.

Estamos todos preparados (psicologicamente e com dinheiro livre) para o próximo Bear Market… até lá, vamos aproveitando alguns preços ridículos que por vezes vão surgindo à custa das reações excessivas às notícias e vamos olhando para o nosso portefólio a crescer!

5 – Onde e como posso ter acesso a um código de desconto (afiliado) para o vosso curso?

Só porque tiveste a lata de pedir 😊, aqui fica o código de 10% de desconto que deverás colocar quando estiveres no carrinho de compras desta página do curso: […]

6 – A DEGIRO tem um programa de Afiliados… seria interessante fazeres uma parceria com eles de forma a que os alunos pudessem ter benefícios como por exemplo quem abrisse conta na Degiro por vocês teria X tempo de acesso ao curso é um Win-Win todos ganham é mais uma fonte de rendimento a juntar às 7 atuais.

Não gosto assim tanto da DEGIRO para me envolver num programa de afiliados! 😊 Só recomendo os produtos e serviços que adoro. A DEGIRO, apenas serve o meu propósito, não me impressiona!

Grande abraço e até breve,

EMAIL 6

Olá Pedro e Francisco! 

Hesitei um pouco em escrever-vos este email, mas cá vai… 

Sou seguidor do vosso podcast e do vosso trabalho e estou-vos grato por partilharem conteúdo de tão elevado valor. 

Tenho 35 anos, sou licenciado em Desporto e Mestrado em Marketing e sou curioso por investimentos, nomeadamente em bolsa. Fiz os meus primeiros investimentos em bolsa com cerca de 20 anos de idade, mas continuo diariamente à procura de informação e formação sobre análise de mercados e ação bolsistas.

Posto isto, estava a preparar-me para comprar o curso do Pedro sobre Investir na Bolsa, e no dia em que comecei a ouvir o vosso episódio #72, com o Nuno Duarte, parecia o dia perfeito para aderir. Comecei a ouvir o episódio e o incentivo para comprar do curso até aumentou quando falaram do cupão de desconto, etc…

Até que a meio do episódio começaram a falar de PPR’s e mostraram grande desconhecimento sobre o assunto e isso deixou-me desanimado e perdi o entusiasmo de aderir ao curso.

Isto não é uma crítica e espero que não levem a mal o meu feedback, mas tendo em conta que grande parte do vosso conteúdo fala sobre independência financeira e investimentos, julgo que estão a perder uma grande oportunidade. Como dizia o vosso convidado, Nuno Duarte, que me pareceu ter um bom conhecimento sobre este produto, hoje em dia os PPR’s são altamente atrativos porque podem ser constituídos em 100% por ações e tem benefícios fiscais brutais que mais nenhum produto nos garante e ao contrário da vossa ideia, quanto mais jovem a pessoa é, maior o benefício fiscal, que pode ir até 400€/ano em devolução de IRS. 

Desculpem o desabafo, mas não deixa de ser curiosa a situação… no dia em que parecia tudo alinhado para finalmente aderir ao curso Investir na Bolsa, acabar assim decepcionado com a vossa abordagem e com o tom quase de “gozo” que deram ao assunto. 

Continuarei a seguir o vosso trabalho e a ouvir religiosamente os vossos podcasts.

Reforço o meu agradecimento sobre as vossas partilhas.  

Um abraço

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Adorei este teu email pelo facto de teres decidido escrever sobre algo com o qual não te identificaste no podcast “Conversas Despreocupadas”.

De facto, o curso “Investir na Bolsa” está direcionado apenas para quem quer investir individualmente em empresas líderes de mercado, com faturação e lucros crescentes nos últimos 4 a 5 anos.

Pessoalmente, não me interessa investir em produtos que depois invistam em ações de empresas.

Quero ser eu a escolher as empresas onde invisto.

Não quero ter um produto que tenha uma parte investida na Google, quero investir na Google! A título de exemplo, em menos de 1 ano o meu investimento na Google já está com mais de 70% de valorização. Não teria esse tipo de valorização se tivesse investido o meu dinheiro num PPR que estivesse a investir na Google e numa série de outras empresas que eu poderia não querer ter no meu portefólio.

Não considero que a minha ignorância em relação aos PPRs seja um problema até porque cultivo diariamente a “ignorância seletiva”. Só estudo aquilo que me interessa… e quando não sei nada, admito que não sei nada, sem qualquer problema! 😉

O tom de gozo com que me referi aos PPRs faz parte da minha personalidade… gosto de gozar com tudo, inclusivamente comigo! 😊

Se um dia os astros se alinharem, lá nos encontraremos no grupo privado do Telegram.

Grande abraço e votos de muito sucesso.

EMAIL 7

Boa noite Pedro!

Tenho uma dúvida tremenda. Sou novata nos investimentos e no mundo financeiro, peço desculpa antes demais pela minha possível ignorância!

Gostaria de perceber se ainda é possível entrar de uma maneira segura no mercado de acções neste momento? Isto porque variadíssimos investidores de “grande porte” e mundialmente conhecidos estão a falar e a prever a maior crise financeira de sempre. Com isto o mercado das ações vai atrás e supostamente vai ter um crash gigante.

Gostaria de saber se o teu mentor (Adam Khoo) está a ter isso em conta e se as empresas onde ele investe são suficientemente seguras para que isto não aconteça?

Obrigada pela atenção!!

[…]

A MINHA RESPOSTA

Olá […],

Compreendo a tua preocupação… tudo será mais fácil se deixares de ver notícias ou de ler as opiniões dos analistas e dos tais “investidores de grande porte”.

Como sabes, não sou consultor financeiro, apenas posso partilhar aquilo que estou a fazer com as minhas poupanças.

Não há investimentos seguros, muito menos em empresas cotadas na Bolsa.

A melhor forma que temos para proteger os nossos investimentos é seguir, de forma disciplinada, os 7 critérios de investimento do Adam Khoo. Pessoalmente, sigo esses critérios desde junho de 2020 e só invisto em ações de empresas com as seguintes características:

1 – Empresa líder de mercado

2 – Faturação, lucros e fluxos de caixa crescentes nos últimos 4 a 5 anos

3 – Vantagens competitivas da empresa que tornem muito difícil, moroso e/ou dispendioso uma mudança dos seus clientes para uma empresa concorrente… é o que o Adam chama de wide economic moat.

4 – Níveis de endividamento conservadores ou muito conservadores (em função dos rácios entre os fluxos de caixa e a dívida da empresa)

5 – Empresa com grandes catalisadores de crescimento (sustentáveis) dentro do mercado/indústria em que atua. Por causa disso, o Adam tem confiança no facto da empresa aumentar de valor ano após ano e por isso não usa StopLoss em nenhuma das empresas nas quais investe.

6 – Valor das ações da empresa está abaixo ou muito abaixo do valor intrínseco

7 – Valor das ações da empresa retraiu a um nível que serviu anteriormente de suporte (definido pelas médias móveis ou por fortes suportes horizontais identificados através da análise técnica)

 

Vão existir muito mais crises e a próxima será anunciada certamente como “a pior crise de sempre!”.

Quando investimos em empresas com excelentes fundamentos e seguimos os 7 critérios que partilhei anteriormente, quando diversificamos por áreas de negócio e áreas geográficas, quando respeitamos a alocação máxima de cada empresa e de cada setor na nossa carteira de investimentos, quando mantemos 10 a 30% de dinheiro livre para reforçar posições e quando compramos ações (por níveis/tranches) quando os preços estão 20, 25, 30 ou 40% abaixo do valor intrínseco, estamos a investir com elevada margem de segurança (APENAS EM EMPRESAS COM EXCELENTES FUNDAMENTOS) e por isso estamos sempre de braços abertos para receber “com carinho” o próximo crash na Bolsa.

Temporariamente veremos o nosso portefólio a encolher, e percebo que como começaste há pouco tempo isso ainda te possa causar ansiedade, mas a médio/longo prazo iremos colher os frutos dos investimentos em valor feitos desta forma.

Vê as aulas todas e os diretos com muita atenção… e desliga-te das notícias… só dessa forma é que conseguirás remar contra a maré quando vier o próximo crash e estiver toda a gente a vender (em pânico) ações de excelentes empresas. Nessa altura, eu vou estar a comprar em saldo!

Se não consegues gerir as emoções ou vais necessitar do dinheiro nos próximos 4 a 5 anos, não invistas na Bolsa, investe em ti e na tua formação.

Inspiiiiiira lentamente… expiiiiiiira lentamente… repete esse exercício 5 vezes e vais ver que a ansiedade passa! 😉

Bjs e espero ver-te “surfar” as ondas gigantes do próximo crash… seja lá quando for!

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